Contribuições para Análise da Viabilidade Econômica das Propostas Referentes à Decuplicação da Área de Manejo Florestal Sustentável - Resumo Executivo

COMPARTILHE

O objetivo deste trabalho é apresentar uma análise econômica da produção madeireira por meio de manejo florestal sustentável em áreas públicas sob regime de concessão. Sua principal motivação reside na proposta de se aumentar em 10 vezes da área de manejo florestal sustentável rastreada no Brasil até 2030, e coibir a ilegalidade de produtos florestais madeireiros provenientes de florestas nativas. Uma das premissas adotadas pelo estudo é de que a meta será alcançada pela expansão da produção madeireira em regime de concessão florestal em áreas públicas. As principais premissas utilizadas nas análises realizadas pelo GVces foram validadas por um grupo de trabalho constituído por especialistas na área de MFS no âmbito da Coalizão.

O manejo florestal sustentável (MFS) compreende um conjunto de técnicas que permite a extração de produtos florestais reduzindo os impactos dessa atividade sobre a floresta e conservando recursos florestais para futuros ciclos de exploração.

A expansão do MFS na Amazônia representa tanto uma oportunidade para o setor privado, como um instrumento de desenvolvimento socioeconômico para a economia regional, ou seja, permite conciliar a produção econômica com a conservação das florestas. Além disso, devem-se considerar os ganhos associados à conservação da biodiversidade, entre outros benefícios ambientais gerados quando a exploração predatória é substituída pelo MFS.

Considerando as características que marcam a exploração florestal ilegal na Amazônia, faz-se necessário considerar não apenas a viabilidade financeira dessa atividade sob o ponto de vista estritamente privado, mas também o desafio de quantificar e qualificar os benefícios econômicos, sociais e ambientais associados à proposta.

Portanto, a análise econômica é apresentada sob duas óticas: (i) a análise econômico-financeira, que traz a perspectiva do investidor privado e os custos e receitas envolvidos na implementação das metas e (ii) a análise macroeconômica, que expõe parte dos benefícios para a economia brasileira decorrentes da implantação de manejo sustentável a fim de suprir toda a demanda por madeira tropical nativa de florestas brasileiras. Esses benefícios estão associados a impactos decorrentes do cumprimento

das metas sobre PIB, ocupações, arrecadação de impostos e balança comercial na economia brasileira. Ademais, a fim de dialogar com os compromissos assumidos internacionalmente para contenção do aquecimento global, são apresentados os benefícios ambientais, traduzidos aqui em potencial de mitigação de GEE.

A pesquisa foi realizada por meio de: i) revisão bibliográfica, que levantou dados sobre custos de implementação das técnicas em questão; ii) entrevistas com especialistas e organizações brasileiras envolvidas no manejo florestal sustentável; e iii) reflexões com membros do Grupo de Trabalho (GT) sobre Manejo Florestal Sustentável, organizado na esfera da iniciativa Coalizão Brasil Clima, Floresta e Agricultura. Cabe mencionar que o escopo e as principais premissas utilizadas para os cálculos foram validados em reunião presencial com especialistas e membros desse GT.

Esse documento apresenta apenas uma síntese das conclusões. O detalhamento das premissas e métodos adotados, limitações da análise e bibliografia estão no estudo completo.

Acesso à publicação


Mais Lidos

Nenhum post encontrado.