Emissões do agronegócio são destaque em oficina

A partir do ciclo de 2016, diretrizes agropecuárias serão incluídas para a elaboração de inventários corporativos do Programa Brasileiro GHG Protocol. 25/05/2015
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Por Milene Fukuda e Gustavo Matsubara (GVces)

De acordo com levantamento feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o setor agropecuário foi o maior emissor de gases de efeito estufa (GEE) em 2010.

Considerando a grande relevância das emissões do setor e seu potencial para identificação de oportunidades de redução – não só de emissões, como também de custos - o Programa Brasileiro GHG Protocol promoveu, no dia 12 de maio, uma oficina para apresentar aos seus membros as principais recomendações do GHG Protocol Agricultural Guidance e como estas se relacionam com os inventários do Programa Brasileiro.

Ricardo Dinato, pesquisador do GVces, iniciou o evento mostrando que as diretrizes agrícolas não se destinam apenas às indústrias diretamente ligadas ao agronegócio – como produtores rurais, criadores de rebanho ou empresas processadoras de proteína –, mas também a todas organizações que possuam atividades relacionadas à mudanças no uso do solo, como por exemplo  empresas dos setores da construção civil, mineração, geração e transmissão de energia, entre outros setores.

Foram apresentados os conceitos-chave para compreensão e uso do guia, as principais fontes de emissão do setor agrícola, as abordagens para contabilização das emissões e remoções de GEE nos inventários do Programa Brasileiro GHG Protocol. Casos específicos também foram abordados, como por exemplo a terceirização da produção agrícola, as emissões da mudança no uso do solo e a contabilização do sequestro de carbono por florestas plantadas, entre outros.

O pesquisador Gustavo Matsubara trouxe luz às recomendações para a contabilização e relato da variação dos estoques de carbono e fluxos de CO2. Salientou durante a discussão a importância do tema abordado, uma vez que trata de aspectos e conceitos novos para a contabilização de emissões e que, por isso, pode gerar dúvidas e questionamentos para sua inclusão durante a elaboração dos inventários.

George Magalhães, coordenador do Programa Brasileiro GHG Protocol, encerrou o encontro explicando que, por se tratar de um assunto complexo, o objetivo era ouvir a opinião dos participantes e compreender os pontos sensíveis da adoção do guia. “O Programa irá recomendar o uso de tais diretrizes a partir do ciclo 2016, ou seja, para os inventários do ano de 2015 – complementando o uso das Especificações do Programa Brasileiro GHG Protocol”, finalizou.

 

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