Programa Brasileiro GHG Protocol capacita novos membros para elaboração de inventários de gases de efeito estufa

25/11/2013
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Durante três dias de treinamento, as empresas foram capacitadas para aplicação do método GHG Protocol e da ferramenta de cálculo de emissões desenvolvida pelo Programa

GVces, 26/11/2013
Bruno Toledo

O primeiro passo para que as organizações possam administrar e reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) está em saber como e aonde elas ocorrem dentro de suas operações diretas e indiretas. Conhecer suas emissões é essencial, e o método GHG Protocol é o mais utilizado no mundo por empresas e governos para entender, quantificar e gerenciar suas emissões de GEE.

O Programa Brasileiro GHG Protocol promoveu entre os dias 30 de outubro e 01 de novembro mais um treinamento sobre o método GHG Protocol para novas organizações membro. Além de conhecer um pouco mais da ferramenta desenvolvida pelo Programa, os participantes puderam experimentar sua aplicação em atividades práticas, simulando os desafios que as organizações enfrentam na elaboração de seus inventários.


Para Ana Luiza Marinho, do Banco de Brasília/BRB, uma das participantes do treinamento, é exatamente esta experiência prática que facilitou o processo de capacitação. “Eu já tinha feito um curso de inventários de GEE antes, de modo genérico, mas esse treinamento promovido pelo Programa Brasileiro GHG Protocol fez toda a diferença” disse Ana Luiza. “É na hora de preencher os dados do inventário que surgem as dúvidas, e passar por essas experiências foi muito rico para nós”. Essa mescla entre teoria e prática também é reforçada por Marina Borrelli, da TAM, outra participante do treinamento.  “Esses dois dias e meio foram intensos, mas não foram maçantes, e o processo foi bastante dinâmico e participativo”.

Ter em mãos uma metodologia de qualidade e reconhecimento internacional é importante para que as organizações possam elaborar inventários de qualidade, que auxiliem numa gestão corporativa eficiente das emissões de GEE. “A TAM faz inventários desde 2008, mas eles são feitos por uma empresa terceira, o que nos afasta um pouco do processo”, aponta Marina. “Com esse treinamento e a ferramenta GHG Protocol, nós da TAM podemos ter uma noção mais clara desses dados, para que saibamos onde podemos atuar e o que cada setor pode fazer”. 

Dessa forma, um dos benefícios da metodologia GHG Protocol está na sua simplicidade operacional, o que facilita uma apropriação dos dados pela própria equipe da organização. “A escolha pelo GHG Protocol foi pelo custo-benefício: financeiramente ele compensa muito, e a sua metodologia é bastante clara, o que nos ajuda bastante no processo”, argumenta Ana Luiza. “Ao invés de dependermos de uma consultoria, nós podemos aplicar essa ferramenta e replicar seu uso dentro de nossa própria equipe”.


O grupo se juntará agora às organizações que já são membros do Programa Brasileiro GHG Protocol e publicará, em 2014, seus inventários de emissões de GEE no Registro Público de Emissões (www.registropublicodeemissoes.com.br) referentes às atividades de 2013. No ciclo anterior – referente aos inventários de 2012 e que se encerrou em agosto de 2013 – o Programa contou com 106 organizações membro dos mais diversos setores econômicos, publicando mais de 300 inventários corporativos de GEE (incluindo os inventários de empresas controladas e de suas unidades).

Fotos: Felipe Frezza (GVces)

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